O método (e a ternura) de José Cardoso Pires

José Cardoso Pires era uma pessoa ternurenta e gostava de oferecer prendas a pessoas especiais. Nelson de Matos, o seu editor desde que este começou a trabalhar na edição, era uma delas.
O escritor ofereceu-lhe numa caixa o manuscrito do romance Alexandra Alpha a que juntou várias peças da produção desse livro. Há emendas, cortes e manchas no papel. É possível ver o seu método de construção de um romance. Existem outras caixas em posse de particulares.
Há dois dias o editor Nelson de Matos , que editou o único inédito deste escritor Lavagante – Encontro Desabitado, teve a amabilidade de abrir essa caixa que lhe foi oferecida e explicar o que ela contém. Pode ver o vídeo sobre esse momento (lá em cima) e ler o artigo publicado hoje no caderno P2 do PÚBLICO sobre o espólio do autor de O Delfim que hoje começa a ser doado pela família à Biblioteca Nacional de Portugal.
A assinatura do termo da doação pela viúva do escritor, Maria Edite Pereira – em representação dos herdeiros – e pelo director da BNP, Jorge Couto, é hoje às 18h30 na Biblioteca Nacional em Lisboa, com uma exposição das cinco versões do inédito agora publicado Lavagante.
A professora e ensaísta Maria Lúcia Lepecki irá apresentar o livro e enquadrá-lo no contexto da obra do autor.

(NOTA: Para quem aí, do outro lado, ao ver este vídeo esteja a gritar: “Usa a Macro! Usa a Macro!” só posso dizer que vou tentar superar a minha “nabice” em próximas oportunidades.)

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5 Responses to “O método (e a ternura) de José Cardoso Pires”


  1. 1 rouxinoldebernardim Abril 9, 2008 às 4:03 pm

    jose cardoso pires era um príncipe das letras. o seu delfim é um ex-libris e prova eloquente disso mesmo! lhe tiro o meu chapéu, humildemente…

  2. 2 Meghy Abril 9, 2008 às 4:46 pm

    “De Profundis Valsa Lenta”… um verdadeiro hino à vida, visto do lado de lá… ou quase. Recomendo. Para ler. E reler.

  3. 3 msdove Abril 9, 2008 às 7:29 pm

    olá Isabel!

    Obrigada pelo link… o teu tb já está na minha lista!
    Bjs
    Susana

  4. 4 anamaria Abril 10, 2008 às 3:18 am

    Confesso que desdenhei este escritor por muito tempo…Quando o “descobri”, já tarde, foi uma revelação!
    Estas “ternuras”, estes toques aveludados, demonstravam bem a beleza da sua personalidade…

  5. 5 Elisangela Souza Maio 17, 2008 às 3:07 am

    Prezado Senhor,

    Preciso muito de ler um dos contos:

    A república dos Corvos;
    A cidade inventada;
    Os caminheiros

    de Jose Cardoso Pires e

    Estilo
    Holanda

    de Herberto Helder.

    para fazer uma prova de mestrado.

    Se o Senhor tiver um deles e puder me enviar por e-mail ficarei eternamente grata.

    Elisângela


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Este é um blogue do PÚBLICO, escrito por Isabel Coutinho. Desde 1996, a jornalista assina semanalmente a coluna Ciberescritas sobre o futuro dos livros, a presença de escritores na Internet e a relação entre as novas tecnologias e a literatura. isabel.coutinho@publico.pt

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