O Ciberescritas mudou de sítio

A partir de hoje o Ciberescritas passou a estar alojado num site www.ciberescritas.com por isso peço a todos que mudem os vossos links por favor. O blogue que estava a ser feito no WordPress.com passou para o WordPress.org.

Quem se ligava aqui através da morada dos blogues do PÚBLICO http://blogs.publico.pt/ciberescritas vai logo lá ter.

O novo sítio foi criado pelo João Pedro Pereira, o engenhoqueiro-mor, meu colega no jornal que com infinita paciência e sabedoria me atura e me salva em situações em que os vídeos não entram nos posts, as imagens desaparecem, os plugins não funcionam, etc, etc.

Espero que gostem do novo visual e das novas possibilidades que não vão estar já todas a funcionar hoje mas que iremos pouco a pouco integrando.

Para ir para o novo CIBERESCRITAS carregue aqui por favor.

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Citação do dia

 “Quem fica a perder com as mudanças no mercado editorial é uma certa mediocridade mediana, com presunções culturais, que faz muito da nossa vida literária e da clientela da cultura, não são nem os maus com mercado, nem os bons com qualidade.”

José Pacheco Pereira, hoje, na sua crónica no PÚBLICO que aconselho a ler aqui.

O PÚBLICO ERROU

No texto que saiu hoje no PÚBLICO sobre a programação da Feira do Livro aqui há um erro. Nenhum debate está agendado para hoje! Peço desculpa a todos os que sejam enganados pelo texto. Uma alteração à versão que escrevi e entreguei intoduziu um erro. Os debates realizam-se em vários dias, nenhum está agendado para hoje. E o último debate a que se referia esse paragráfo tem como tema “a educação sexual dos jovens hoje” o que levou à confusão. Não está agendado para hoje.

O site da Feira do Livro de Lisboa já está a funcionar. Carregue neste link.

A programação está disponível aqui

Os Livros do Dia podem ser consultados aqui.

J’ai pas envie de parler

Amanhã pode ler no suplemento Ípsilon

Indiana Jones
Agarrem o chapéu e o chicote dele

Indy está de volta – só o tratamos assim porque sentimos que o conhecemos bem. Spielberg, Lucas e Ford traçaram o seu percurso de vida em três filmes e voltam para o quarto, como que a marcar território, depois de terem participado na construção da Hollywood dos “blockbusters” universais. Os seus filmes e heróis transversais mudaram a indústria e a forma como se vê cinema, abrindo portas a 30 anos de filmes de acção e aventuras. Hoje, Indiana Jones é uma relíquia ou uma figura intemporal?

Festival Alkantara
A arte é sempre política, mas há alturas em que se faz mais política do que outras. Estamos num desses momentos e temos 17 dias, 26 espectáculos e artistas de 19 nacionalidades para o constatar.
Esta semana, a não perder o espectáculo de abertura “Tempest II”, de Lemi Ponifasio, artista neozelandês e fundador da companhia MAU, e “Chácara Paraíso”, projecto de Stefan Kaegi e de Lola Árias. Cláudia Dias é a primeira portuguesa do programa, com “Das Coisas Nascem Coisas”. E ainda: as nossas 10 escolhas

Júlio Cortázar

Foi um dos grandes autores latino-americanos do século. Disse que a sua obra “Rayuela” o salvou de se atirar ao Sena. O livro acaba de sair na Cavalo de Ferro com o título “O Jogo do Mundo”

Yasmina Reza
Durante um ano, foi como Nicolas Sarkozy: seguiu-o para onde quer que fosse até atingir a todo-dourada Presidência francesa. Mas não é certo quem observa quem (quem canibaliza quem) em “Madrugada, Tarde ou Noite”. Pedimos explicações a Yasmina Reza, uma ironista

As entrevistas a Sebastien Tellier, improvável concorrente francês ao Festival Eurovisão , e a Scout Niblett, uma das grandes vozes dos últimos anos que está em Portugal

Despedida

Via PÚBLICO : O corpo do jornalista Torcato Sepúlveda, falecido ontem no Hospital de Almada, estará hoje na Igreja de Santo Condestável, em Campo de Ourique, Lisboa, a partir das 15h00.
Editorial de José Manuel Fernandes aqui

Obrigada, Torcato. Até sempre.

Morreu o jornalista e crítico literário Torcato Sepúlveda.
Muito do que sou o devo a ele. Foi meu editor durante anos. Com ele aprendi a conhecer autores em que nunca teria pegado se ele não me tivesse falado com entusiasmo sobre eles. Foi por causa dele que comecei a escrever sobre escritores e sobre livros.

As Ciberescritas, coluna que assino há mais de 10 anos semanalmente no jornal PÚBLICO, só existem por causa dele. Foram uma encomenda do Torcato para o suplemento que editava na altura com Tereza Coelho, o Leituras (já o expliquei aqui).

Depois ele foi embora do jornal PÚBLICO. Senti-me órfã. Mas quando editei o Mil Folhas (entre 2002 e 2007) consegui ter de novo o seu apoio. Torcato Sepúlveda voltou a fazer crítica de livros e entrevistas no PÚBLICO numa altura em que era freelancer e o Mil Folhas ficou melhor por causa disso. Depois ele voltou a ir embora para um novo projecto. Ficamos a perder. Mas outros ficaram a ganhar. Onde quer que estivesse escrevia sempre maravilhosamente bem.
Encontrei-o há semanas no lançamento da revista Ler. Estivemos a conversar sobre o que ele andava a fazer, sobre o que eu andava a fazer. O costume. A falar dos bons velhos tempos. Falou-me das dificuldades que sentia em fazer uma recensão ao “O Homem sem Qualidades” do Musil em dois mil caracteres. É claro, que fossem dois mil caracteres ou dez mil, escritos por Torcato eram sempre uma obra-prima.

Em Janeiro Torcato Sepúlveda deu uma entrevista ao programa Livros com Rum da Rádio Universitária do Minho que podem ouvir aqui 61-livros_com_rum-2008-01-10.mp3.

O Francisco José Viegas fez-lhe a melhor homenagem aqui.

Obrigada por tudo, Torcato. Até sempre.


Sobre

Este é um blogue do PÚBLICO, escrito por Isabel Coutinho. Desde 1996, a jornalista assina semanalmente a coluna Ciberescritas sobre o futuro dos livros, a presença de escritores na Internet e a relação entre as novas tecnologias e a literatura. isabel.coutinho@publico.pt

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