Paginas de arquivo 2

Daqui um abraço para o Rodrigues da Silva

Esta crónica (que só li hoje no blogue do JL  ) não deixa ninguém indiferente.

“E tu sentes que o filho da puta do cancro te minga até a identidade. E que, por detrás do que passaste a ser, porque assim te passaram a chamar, ele te reduziu a um nódulo de ti mesmo. E só então – Sr. José, Sr. Silva – é que percebes que começaste a desnascer…”

E daqui mando um abraço para o Rodrigues da Silva. Que regresse em breve ao JL.

O cão de Saramago e o cachorrinho de Blindness

“Podiam esquecer tudo, mas gostava de entrar na história como o criador do cão das lágrimas. Confesso que aquele não é exactamente o que imaginei. E numa situação daquelas, de uma cidade reduzida ao caos, o cão não podia ser um cachorrinho”, disse. Para o escritor, o animal escolhido “não tem a potência dramática que lhe tentou dar”.
Estas são palavras de José Saramago na conferência de imprensa que deu com o realizador Fernando Meireles a propósito do filme “Blindness”, uma adaptação para cinema do seu romance “Ensaio sobre a Cegueira” (via agência Lusa). Ler mais aqui.

Regresso de Augusto M. Seabra ao blogue Letra de Forma

Ah já me esquecia. Andava para vos dizer isto há alguns dias. O crítico Augusto M. Seabra está de regresso depois de uma pausa no seu blogue LETRA DE FORMA. Recomeçou a postar.

Despediu-se da cítica em papel num texto na revista dos Artistas Unidos que ainda não li. Augusto reproduz excertos no blogue : “(…) E é assim que, depois de tão longas divagações, me apercebo que afinal vim deixar aqui, nesta revista, uma despedida pessoal da crítica em papel, que sinceramente não estou a ver perspectivas de retornar. Uma despedida frise-se bem que pessoal, pois continuo a considerar que crítica é uma componente fundamental da imprensa e do espaço público. E uma despedida da crítica em papel, pelo que entendo ser o papel da crítica e os seus princípios. “

Segundo golo dos verdes: estou deprimida

Desabafo para o Twitter: Segundo golo dos às risquinhas verdes! Estou a ficar como a rapariga que acaba de aparecer na televisão com um cachecol azul “enfiado” na cabeça. Deprimida. O meu querido namorado, pelo contrário, não me pára de me dizer que eles estão a jogar melhor. Caso eu ainda não tivesse percebido. Apitou. Final do jogo. Vou mas é para a cozinha.

E a sua fantasia qual é?

No Dia Internacional contra a Homofobia nada melhor do que começar o dia a ler a reportagem do Bruno Horta no P2 .

É sobre o novo clube privado para homens gay em Lisboa, o Labyrinto, onde se concretizam algumas fantasias.
São oferecidos preservativos à entrada. É um clube onde menina não entra.

A telenovela feira do livro termina segunda-feira?

Ao fim da noite ( e eu ainda aqui no jornal sem jantar ) a reunião entre a APEL, a UEP e a CML terminou. Chegaram a acordo, diz a autarquia. Mas só na segunda-feira é que se sabe. Para já haverá Feira do Livro em Lisboa. A Leya começa a montar os pavilhões diferenciados amanhã, a UEP prescinde de organizar a feira para o ano. Isto se até segunda-feira os sócios da APEL assim o entenderem (vão ser consultados). A certeza absoluta é a de que a data de inauguração mudou, em vez da próxima quarta-feira a Feira do Livro de Lisboa abrirá mais tarde. A nova data também será anunciada na segunda-feira. Veja mais no PÚBLICO amanhã. E se isto está confuso peço desculpa mas eu já não aguento mais: quero fugir desta FEIRA DO LIVRO!!!!!

Estará a telenovela a chegar ao fim?

Parece que a telenovela está a chegar ao fim. Os trabalhos recomeçaram na Feira do Livro de Lisboa. Ver notícia no PÚBLICO.

Amanhã pode ler no Ípsilon

Na capa:

“O Segredo de um Cuzcus”

Um grande filme popular à nossa mesa

Espectáculo de comida, diálogos e rostos. Uma família magrebina abre e cicatriza as suas feridas. Com “O Segredo de um Cuzcus” Abdellatif Kechiche faz um filme caloroso, utópico, um grande filme popular. Como é possível resistir? Sentemo-nos à mesa com esta família.

e…

Le Corbusier

Criou uma persona – Le Corbusier. Achava que só a arquitectura podia mudar o mundo. Desenhou móveis, casas e cidades, sonhou com arranha-céus, coleccionou conchas e ossos e encantou-se com o Oriente. Uma grande exposição no Museu Berardo, em Lisboa, apresenta o maior arquitecto do século XX. De quem não é fácil fazer um retrato, porque há demasiadas linhas de fuga nesta figura.

Camille com o corpo todo

A francesa Camille é daquelas cantoras que canta também com o corpo. Talvez por isso a sua música esteja tão perto da performance, da dança, da ópera, da pop, de explodir.

Tosca, personagem sem limites

Elisabete Matos faz de Tosca, a grande heroína de Puccini, personagem de emoções extremas que têm de ser planeadas meticulosamente.

Clara Andermatt

O céu é dela

“Meu Céu”, a nova criação da coreógrafa Clara Andermatt, é ela na rua com 32 pessoas: dois músicos, uma cantora, quatro performers, sete “traceurs”, 15 idosos, e no fim entram os Loosers. Tinha de ser uma coisa em grande, e é. O céu é dela hoje e amanhã em Santa Maria da Feira, e dias 3 e 4 de Junho no Alkantara.

Rui Sanches do outro lado do espelho

Na sua primeira exposição individual em Lisboa em sete anos, Rui Sanches mostra-nos o Museu Nacional de Arte Antiga como ele o vê: um “work in progress”.

E ainda os perfis dos realizadores Jeanne Waltz, a realizadora suíça que vive há 20 anos em Portugal, e de Paolo Marinou-Blanco, um realizador português e americano que se estreia com “Goodnight Irene” .

Xanadu trocado em miúdos

 A não perder hoje a entrevista que José Vítor Malheiros fez a Ted Nelson, o pai do hipertexto, que esteve em Lisboa. O jornalista do PÚBLICO consegue trocar o projecto Xanadu em miúdos e olhem que isso não é mesmo nada fácil. Para ler aqui.

Explorer Investments vende editoras ao Grupo Leya

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1328631&idCanal=14

 Está confirmado. Acabam de se juntar ao grupo Leya as editoras Oficina do Livro, a Casa das Letras, Editorial Teorema, a Estrela Polar e a Sebenta.
Em declarações ao PÚBLICO, o administrador da Explorer, Marco Lebre, adiantou que “já foi assinado o contrato de promessa de compra e venda” e que o processo de aquisição deverá ficar concluído até ao final do próximo mês.
Com a compra dos negócios editoriais da Explorer Investments, o Grupo Leya junta mais cinco editoras a um “império” editorial que começou a construir no ano passado, formado pela Dom Quixote, Caminho, Edições ASA, Texto Edições, Gailivro, Nova Gaia e ainda pela angolana Ndjira e moçambicana Nzila.
A direcção-geral do grupo Oficina do Livro continuará a ser da responsabilidade de António Lobato Faria.

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Sobre

Este é um blogue do PÚBLICO, escrito por Isabel Coutinho. Desde 1996, a jornalista assina semanalmente a coluna Ciberescritas sobre o futuro dos livros, a presença de escritores na Internet e a relação entre as novas tecnologias e a literatura. isabel.coutinho@publico.pt

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